associação classe circense

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UNIDOS SEREMOS FORTES
Diretoria Central Federação Circense - 1925, 1926, 1927

Publicado por admin em 19 Mai 2007 | sob: artistas circenses, circo, associação classe circense

Diretoria Central da Federação eleita em 20 de março de 1925:

Presidente - Capitão Canuto de Oliveira
Vice Presidente - Hypolito Rocha
Primeiro Secretário - José Pinto da Silva
Tesoureiro - Galdino Pinto
Conselho Fiscal - Alcebíades Pereira, Alcides Queirolo e Aristides Pinho

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Diretoria Central eleita em assembléia geral realizada no dia 26 de abril de 1926, no Braz Polytheama, então situado na Av. Celso Garcia, 55, com a presença de 382 associados:

Presidente - Capitão Canuto de Oliveira

Primeiro Vice Presidente - Luiz Olimecha
Segundo Vice Presidente - Galdino Pinto
Terceiro Vice Presidente - Alcides Queirolo

Primeiro Tesouireio - Hypolito Rocha
Segundo Tesoureiro - Vicente Seyssel
Terceiro Tesoureiro - Oscar Pereira

Primeiro Secretário - Francisco Rubens Mira
Segundo Secretário - Raul Olimecha
Terceiro Secretário - Julio Ozon

Conselho Fiscal Consultivo - Aristides Pinheiro, Leopoldo Martinelli, Ferdinando Seyssel, Manoel Ballestero, Paschoal Ciocciola, João Alves, Abelardo Pinto, João Ximenez, Eduardo Temperani, Sebastião Arruda, Salvador Soares, José Serrano, Alcebíades Pereira, José Carlos Queirolo, Carlitos A. Lopes

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Diretoria Central eleita em assembléia geral realizada no dia 4 de maio de 1927, no Braz Polytheama, então situado na Av. Celso Garcia, 55, com a presença de 266 associados:

Presidente - Hypolito Rocha

Primeiro Vice Presidente - Luiz Olimecha
Segundo Vice Presidente - Abelardo Pinto
Terceiro Vice Presidente - João Alves

Primeiro Tesouireio - Oscar Pereira
Segundo Tesoureiro - Vicente Seyssel
Terceiro Tesoureiro - José Pinto da Silva

Primeiro Secretário - Julio Ozon
Segundo Secretário - Eugenio Barbosa
Terceiro Secretário - Francisco Rubens Mira

Conselho Fiscal Consultivo - Rinaldo Giudice, Ferdinando Seyssel, Aristides Pinheiro, Salvador Soares, Carlitos Angel Lopes, Eduardo Temperani, José Serrano Diez, Alcides Queirolo, Ozório Rocha

Projeto realizado com Recursos Federais - Ministério da Cultura
FUNARTE - Fundação Nacional de Arte/Centro de Artes Cênicas

Apoio:
DPH-PMSP - Departamento do Patrimônio Histórico/Prefeitura Municipal de S. Paulo
ASFACI - Associação de Famílias e Artistas Circenses

UNIDOS SEREMOS FORTES
A monocultura do café, o sindicalismo livre e a criação da Federação Circense

Publicado por admin em 08 Mai 2007 | sob: artistas circenses, circo, associação classe circense

O quadro “situação presente dos circos associados” de julho de 1925, publicada na última edição deste blog, não tem a precisão de um recenseamento - recensemaneto que a própria classe reinvidicava na época - mesmo assim serve como referência para avaliarmos a atividade circense desse período no Brasil. Vejamos: o quadro apresenta 49 circos, sendo que nesse mesmo período, o boletim aponta a existência de mais 20 circos que até então não haviam se associado à Federação.

Um outro quadro, infelizmente publicado apenas nos primeiros números do boletim, chamado “Movimento Associativo”, relacionava o número de sócios de cada delegacia, totalizando média de 1200 associados.

E eu pergunto: a partir desses dados é possível fazer uma estimativa de quantos circenses e quantos circos existiam no Brasil?

E hoje, quantos somos? Quando será realizado o recenseamento da classe circense? É viável?

Seguindo, dos 49 circos relacionados, 30 estão localizados no estado de São Paulo, 10 em Minas Gerais, 5 no Rio de Janeiro, e apenas um circo nos estados do Acre, Paraíba, Paraná, e Rio Grande do Sul.

É claro que, num país continental como o nosso e com os meios de comunicação de então, era mais fácil a Federação associar os circos do estado, São Paulo, em que estava sediada. Por outro lado, era para São Paulo que a maioria dos circos se dirigiam, atraídos pela onda verde do café que urbanizava, financiava, industrializava, modernizava São Paulo. Entre 1884 e 1914 entraram em São Paulo cerca de setecentos e cinquenta mil trabalhadores - italianos, espanhõis, , japoneses, sírio libaneses, alemães, entre outros. Uma platéia bastante considerável, que os circos disputavam em históricas “competências”.

“O café estava por cima. O dinheiro corria como água. Nosso circo mudou-se para São Paulo. E iniciamos jornadas pelos centros cafeeiros mais prósperos: Campinas, Ribeirão, Atibaia, Jundiaí…” Benjamim de Oliveira em depoimento ao jornalista Brício de Abreu.

Roger Avanzi, que na época era menino, tem lembranças da dificuldade que o circo do seu pai, o Circo Nerino, encontrava para circular na década de 1920 pelo interior paulista. Em toda cidade, diz ele, havia um circo. O que provocava freqüentemente o encontro de dois circos numa mesma praça, disputando o mesmo público, o que os circenses chamam de “competência”.

Ao mesmo tempo em que esse aglomerado de circos no estado de São Paulo provocou muitas competições, despertou a consciência de classe no seio da classe circense, num período em que os trabalhadores se reuniam para reivindicar seus direitos. Em 1917, a greve geral realizada em São Paulo envolveu 45 mil operários, praticamente todos os trabalhadores. Novas greves aconteceram em 1919 e 1920, e as manifestações populares contra a carestia reuniam verdadeiras multidões nesse período. E havia também o exemplo da revolução soviética de 1917. Tudo isso, acredito, despertou a consciência da classe circense a fundar no dia 20 de março de 1925, a Federação Circense, sob o lema UNIDOS SEREMEOS FORTES

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UNIDOS SEREMOS FORTES
Localização dos circos associados à Federação Circense, no mês de julho de 1925

Publicado por admin em 06 Mai 2007 | sob: artistas circenses, circo, associação classe circense

Segue localização dos circos associados publicado no Boletim Mensal da Federação Circense , nº 3, 20 de julho de 1925

“Situação presente dos circos que fazem parte da Federação”

1. Aimoré - Jaguari
2. Alcibíades - Olympia
3. American Circus - São Carlos
4. Arithusa - São Paulo
5. Belga - São José dos Campos
6. Berlando - Assis
7. Brasco - Santa Bárbara
8. Ceballos - Paraibuna
9. Chicharrão - Muriahé
10. Chileno - Araraquara
11. Colombetti - São Manoel
12. Colyseu - Rio Branco
13. Demosthenes - Campo Grande (Rio)
14. Edson - Botafogo (Rio)
15. Europeu - Estado da Paraíba
16. Flamengo - Capital Federal
17. Francez - Ilha do Governador
18. Frank Soha - Itirapina
19. Guarany - Monte Alegre
20. Irmãos Abreu - São Paulo
21. Irmãos Landa - Viradouro
22. Irmãos Polydoro - Ribeirão Vermelho (Minas)
23. Irmãos Queirolo - São Paulo
24. Irmão Stavanowich - Vargem Grande
25. Jardim Zoológico - Espírito Santo do Pinhal
26. Nelson - Santa Aldeia
27. Nerino - Rio Preto
28. New York - Nova Europa
29. Novo Horizonte - Salto de Itu
30. Olimecha - Bebedouro
31. Olympico - Batatais
32. Orion - Dous Córrego
33. Oriental - Tayuva
34. Paulistano - Palmeiras
35. Polytheama François - Santos
36. Polytherpsia - Itápolis
37. Rio Branco - Fartura
38. Royal - Monte Santo (Minas)
39. Sampaio - Parahyba do Sul
40. Saturnino - Avahy
41. Savala - Palma (Minas)
42. Serrano - Guaxupé
43. Seyssel - Entre Rios
44. Spinelli - Jacarehy
45. Sul de Minas - Igarahy
46. Variedades - Muzambinho
47. Ventura - Leopoldina
48. Vênus - São Geraldo
49. Wasnell - Bocayuva

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